ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor
Enviada em 22/11/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o trabalho dos professores são de grande importância para a sociedade moderna, uma vez que são os primeiros a introduzir os jovens no mundo das normas e dos valores sociais. No cenário brasileiro, entretanto, essa profissão é completamente “desgastada”, seja pela falta de capacitação dentro das universidades, ou pela falta de apoio governamental. Nesse sentido, fica claro a necessidade de valorização do trabalho desses profissionais.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a educação é de responsabilidade estatal, a qual deve garantir recursos para o seu acesso, segundo a Constituição de 1988. No entanto, os docentes não recebem o devido auxílio governamental, o que fica claro com os dados divulgados pela Folha de São Paulo, os quais mostram que metade dos professores que atuam no Brasil não são capacitados para dar aulas nas matérias que ministram. Assim, percebe-se a necessidade de investimentos estatais nos cursos de licenciatura dentro das universidades.
Ademais, é evidente a incompatibilidade do salário dos educadores – mesmo com a sua enorme importância social - comparado a outras carreiras. Isso poder ser comprovado pelas pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as quais indicam que a média salarial dos professores no Brasil está entre as piores do mundo; comprovando a negligência estatal e o seu “desgaste social”. Desse modo, percebe-se que essa profissão “gritando por socorro”.
Torna-se evidente, portanto, a dificuldade enfrentada pelos docentes frente às diversas barreiras impostas pela sociedade brasileira. Por isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova um plano de valorização nacional dos professores, por meio da reformulação da licenciatura nas faculdades - com a criação de centros apoio aos estudantes e o oferecimento de estágios -, além do aumento do piso salarial direcionado a essa área. Dessa forma, os professores receberam os recursos necessários para educar, como previsto na Constituição de 1988.