ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 06/01/2021

A Grécia antiga foi uma época de grandes descobertas no ramo da ciência e a Roma, por sua vez, anexou boa parte desses conhecimentos para si. Entretanto, na idade média, a Roma parou de investir na busca de novos conhecimentos e, por isso, o império romano teve o seu declínio, em que os seus cientistas- isso inclui professores- buscaram abrigos em outras sociedades. De maneira análoga, o Brasil passa pela mesma situação decorrente da crescente desvalorização dos professores.  Pode-se dizer que a falta de investimentos públicos e a pouca formação de profissionais pelos cursos de licenciatura corroboram a problemática.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a baixa nos investimentos na rede pública de ensino desvalorizam o trabalho dos profissionais de educação. Destaca-se que, segundo a Folha de São Paulo, o Governo Federal cortou cerca de 1,7 bilhões de reais que seriam destinadas à educação no ano de 2019. Infelizmente, o corte nas verbas da educação prejudicam os docentes de duas formas: primeiro, na diminuição salarial e, segundo, na má formação do docente. Dessa forma, é paradoxal que a médida que a demanda por melhorias no ensino- isso inclui aumentos salarias etc- aumente, as verbas destinadas a educação diminuam, o que configura-se numa desmotivação desses profissionais.

Outrossim, a má preparação de professores para o mercado de trabalho cria sequelas dentro do ensino, sobretudo o ensino da rede pública. Sobre isso, o G1 publicou um dado que mostrava que 21,5% dos professores que dão aula do sexto ao nono ano do ensino fundamental não tem diploma de ensino superior. Seguindo essa linha, é notório a ineficiência das políticas públicas em criar profissionais da educação. Em decorrência disso, têm-se um prejuízo na formação dos alunos, o que cria um círculo vicioso, uma vez que os estudantes do ensino fundamental são os próximos na fila de ingresso do mercado de trabalho.

Destarte, o professor é o responsável por instruir todas as outras áreas do pensamento e, por isso, deve ser mais valorizado na sociedade brasileira. Além disso, urge ao Ministério da Educação (MEC) em parceria com as Universidades Federais criar bolsas de estudo para os professores do ensino fundamental que não têm o diploma de ensino superior, para que esses, por sua vez, possam se capacitar e anular as sequelas criadas pelo círculo vicioso da má formação. Pois, somente dessa maneira, o Brasil elevará o patamar de formação dos seus profissionais e, ao mesmo tempo, fugirá do infeliz destino que a Roma teve na idade média o que contribuirá para uma valorização do professor.