ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 20/06/2023

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos - criada em 1948 pela Organização das Nações Unidas -, a dignidade é irrestrita. Todavia, a realidade contesta o documento, em razão do histórico desafio de se valorizar o professor obstruir a efetivação da prerrogativa. Desse modo, hão de ser combatidos os agravadores da adversidade: a inércia estatal e o alienamento audiovisual.

De início, quando o aparato governamental se dispuser a atuar contra instrumentos alienantes, haverá o confronto da desvalorização do educador.

Nesse viés, a Carta Magna - norma jurídica soberana - visa democratizar garantias fundamentais. Entretanto, o Poder Público carece de ações tangentes ao seu papel de protetor da sociedade, em vista da qualidade existencial dos professores seguir precária, por limitantes que vão desde o desrespeito, até a invisibilidade do imbróglio. Dessarte, enquanto a omissão do Estado se mantiver, acarretará gravíssimas consequências, como a subalternização desse aspecto, pois essa indiferença impossibilita democratizar a dignidade.

Ademais, a mídia desempenha uma contraproducente função no que concerne ao propósito de valorizar o profissional da educação. Nesse contexto, a Escola de Frankfurt, com a teoria da “Indústria Cultural”, discorre acerca da massificação do meio coletivo – mediante o empobrecimento dos conteúdos apresentados - para criar um corpo social acrítico. Por esse prisma, apesar de criar uma nação fictícia com casos isolados, a danosa ideia é constatada ao se analisar os raros debates amplos. Destarte, o jornalismo permanece como ocasionador da problemática, ou seja: fere os princípios da Constituição Cidadã.

Logo, em virtude da inércia estatal, e o alienamento audiovisual, ações devem ser executadas. Portanto, urge ao Ministério das Comunicações - regulador do sistema midiático - promover maior visibilidade aos anseios dos professores, por meio de reportagens, para expor o panorama da sua importância no Brasil. Dessa forma, se o Estado eliminar abordagens enviesadas, a dignidade prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos será alcançada.