ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 16/08/2023

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, defende a inviolabilidade do direito à igualdade. No entanto, tais garantias limitam-se uma vez que, no Brasil moderno, os impasses na valorização do docente apresentam-se como um desafio que compromete a promessa legal da Carta Magna. Sendo assim, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido a necessidade de políticas públicas, mas também, a escassez de remuneração.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desvalorização dos docentes. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o índice de descaso com tal profissão aumenta, gerando desinteresse na escolha da profissão futura. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal.

Além disso, o baixo salário também é apontado como promotor do problema. Referente a uma pesquisa realizada pelo site G1 em 2019, o Brasil foi apontado como um dos países com menor remuneração salarial aos docentes. Partindo desse pressuposto, com o baixo pagamento gera a falta de atratividade da carreira e, consequentemente, a desvalorização do trabalho. Assim, é imprescindível a atuação governamental seguindo políticas necessárias para resolver tal descaso.

Portanto, para que ocorra o prestígio da profissão, é dever do Estado gerar melhores condições de trabalho, tanto salarial, quanto estruturais, de modo que, ocorra o respeito necessário aos docentes. Cabe, também, ao Ministério da Educação, garantir uma progressão no salário, evitando assim, o descontentamento do trabalho e conciliando a geração de empregos futuros.