ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 18/03/2024

A Constituição Brasileira de 1988 garante à todo cidadão o direito à educação. Entretanto, apesar de ser um direito adquirido, desde o passado até a contemporaneidade, o profissional responsável por atender à esta demanda, o professor, não é valorizado no Brasil. Isto pode ser observado tanto pela dificuldade de acesso à capacitações quanto pelos baixos salários ofertados à estes profissionais.

Primeiramente, ressalta-se que o profissional da educação, como em qualquer área, precisa estar em constante aprendizado. No último Censo escolar, realizado em 2021, observou-se que menos da metade dos docentes da educação básica possuem pós-graduação. Isso é fruto tanto da sobrecarga de trabalho assumida pelos professores, impedindo que os mesmos tenham tempo para se dedicar à sua capacitação profissional, como também da falta de políticas públicas que viabilizem e incentivem a formação continuada.

Além disso, o piso atual de R$ 4.420,00 reais ofertado pelo Ministério da Educação para 40 horas semanais, não é compatível com a carga horária e a importância social dos educadores. E, apesar de formadores das mais diversas profissões, precisam conviver com a busca incessante por mais horas-aula de trabalho para garantir sua subsistência, levando a um desgaste físico e emocional que se reflete nos altos índices de de doenças ocupacionais inciando um ciclo de falta de profissionais que afeta toda a cadeia de formação.

Portanto, como foi evidenciado, o desafio da valorização profissional é um processo de raízes históricas e sociais, demandando intervenções para sua efetiva solução. Uma forma de mitigar este problema é a implementação de políticas públicas de valorização dos professores que facilitem a entrada de professores nos cursos de pós-graduação, tanto ofertando um salário compatível com sua importância social, quanto flexibilizando a carga horária. Para isso, o Ministério da Educação deve criar intrumentos legais relativos à este tema e a sociedade deve auxiliar nesta demanda cobrando dos agentes do executivo sua implementação. Esse é só o començo de uma longa jornada, mas sempre é necessário dar o primeiro passo.