ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 20/10/2025
O livro ´´Quarto de Despejo´´, escrito por Carolina Maria de Jesus, relata a experiência da fome em contraste com o desperdício de comida no Brasil do século XX. Em paralelo, no Brasil atual, nota-se a perpetuação do desperdício de alimentos. Deste modo, cabe uma análise sobre os principais fatores do desperdício alimentar, a meneira de produção e a inação do Estado em garantir alternativas para à problemática.
Primeiramente, o modelo de produção alimentar agropecuário brasileiro é fonte de desperdício. Consoantemente, o geógrafo Milton Santos defende que o problema da fome no país nunca foi a falta dos alimentos, mas a má distribuição deles. Similarmente, é notório que o modo de produção de monoculturas nos latifúndios, com colheita e transporte aos grandes centros urbanos de maneira rudimentar, permite que mais de um quarto de todo alimento produzido no país seja desperdiçado, conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Portanto, a forma de produção é cúmplice do desperdício alimentar.
Outrossim, a incapacidade do Estado em mitigar o desperdício potencializa a fome e a miséria. Consoantemente, o filósofo Nicolau Maquiavél defende em seu livro, ´´O Príncipe´´, que o papel do governante é garantir o bem-estar social. Todavia, nota-se a incapacidade do Brasil em cumprir seu dever social, visto que mesmo com mais de 3,4 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no país, grande parte da comida é desperdiçada sem poder ser reaproveitada devido à inexistência de programas de distribuição alimentar eficientes, conforme exposto pela rede de notícias BBC. Assim, a incapacidade do Governo Federal em fornecer alternativas ao desperdício perpetua a insegurança alimentar.
Diante do exposto, urge ação do Governo Federal para mitigar o desperdício de alimentos em solo nacional. Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos - órgão responsável pela dignidade humana e justiça social-, criar uma campanha, por meio das redes analógicas e digitais, com intuito de conscientizar a população e os produtores alimentares da importância do consumo consciente, assim como a produção de centros de destribuição de alimentos para comunidades carentes. Deste modo, o país conseguirá mitigar o desperdício e gerar justiça social a todos.