ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 08/12/2020

A Constituição Federal de 1998, o documento jurídico mais importante  do país, prevê, em seu artigo 6º, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desperdício de alimentos no Brasil. Esse cenário é fruto tanto da ausência de planejamento dos consumidores, quanto do desperdício das empresas, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de autoridades governamentais para combater o consumo exacerbado de alimentos, pois não há projetos do governo específicos que coíbam tal ocorrência. Nesse sentido com a má distribuição de insumos entre os compradores, uma parcela populacional compra mais que o limite necessário levando à inutilização, dessa feita quem não conseguiu fazer a compra fica em situação precária não tendo nenhuma lei que os ampare.

Ademais, é fundamental apontar o desperdício de alimentos como impulsionador do esbanjamento de alimentação no Brasil. Segundo uma pesquisa do Jornal O Globo, 90% de todo material produzido é desperdiçado por não atingir um padrão ideal, apenas 10% chegam aos mercados. Diante de tal exposto é notório que a ausência nas mesas é reflexo de uma administração irregular das empresas sobre seus produtos distribuídos, afetando de maneira significativa a vida da população. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Assim medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as adversidades, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, será revertido em projetos voltados para empresas e consumidores, por meio de projetos de lei que garantam fiscalização severa as distribuidoras, como também a implementação de nutricionistas em supermercados para auxiliar os clientes em seus planejamentos alimentares. Com o objetivo de reduzir o desperdício desde a coleta inicial até a mesa do consumidor. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade  permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna carta.