ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Alimento. Desperdício. Lixo. Tecnologia. É interessante avaliar o que esses termos têm em comum, uma vez que em pleno século XXI, adentrando na Quarta Revolução Industrial, ainda temos que conviver diariamente com o desperdício de comida no Brasil, o que certamente contribui para a fome de milhares de pessoas no mundo. Desse modo, cabe analisar as possíveis estratégias para solucionar tal desafio presente em nossa sociedade.

É certo que o Brasil é um país essencialmente agrícola e dessa maneira se estabelece como um dos maiores produtores de alimento do mundo, de acordo com o portal de notícias G1. Entretanto, de forma infeliz e até mesmo contraditória, 1,7% da nossa população se encontra em situação de miséria e e insegurança alimentar devido, em grande parte, ao desperdício gerado durante toda a cadeia de produção e distribuição. Por conseguinte, há de salientar que uma parcela considerável da nossa produção agrícola, ou seja, cerca de 40 mil toneladas por dia, de acordo com pesquisa realizada pela Embrapa, são descartadas no lixo. É certo que esses dados geram consequências gravíssimas para o país, atingindo principalmente a classe menos favorecida e o desenvolvimento das crianças que vivem na miséria. Desse modo, no que concerne a fome, esta poderia ser combatida com melhor distribuição de renda e otimização da aplicação de já tecnologias existentes que visam melhorias nos processos logísticos envolvendo manuseio e transporte desses produtos.

Aliado a isso temos o comportamento dos consumidores que na maioria das vezes, seja por falta de planejamento ou até mesmo organização, compram em excesso e acabam por descartar boa parte do alimentos adquiridos. Fica evidente que tais atitudes geram, além da perda da comida em si, desperdício de recursos financeiros e acúmulo de lixo que deveria ser ao menos reciclado. E desse modo, se destinado corretamente, os resíduos orgânicos poderiam contribuir para produção de novos alimentos, como por exemplo, através da compostagem aos invés de simplesmente virar lixo. Cabe mencionar que esse comportamento da população moderna contribui para o triste fato de que 1 em cada 9 indivíduos no mundo passam fome.

Portanto, cabe aos cidadãos brasileiros juntamente com o Estado executar medidas urgentes para solução desta mazela. Assim, as secretarias estaduais e municipais deveriam realizar parcerias público-privadas com associações de produtores agrícolas, distribuidores e comerciantes a fim de direcionar o excedente dos alimentos para creches, asilos e escolas públicas a preços mais acessíveis, evitando o descarte inapropriado. O Ministério da Saúde poderia realizar campanhas educativas na mídia para conscientizar a população e sugerir formas de reaproveitar os alimentos de forma consciente.