ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 08/12/2020
Ao analisar a previsão feita por Thomas Malthus de que: a população iria crescer tanto ao ponto da produção de comida não ser capaz de abastecer a todos, nota-se que - apesar de sua teoria não ter se realizado -, existem milhares de pessoas em situação de insegurança alimentar por diversos motivos. Nessa perspectiva, o atual cenário brasileiro reverbera o caráter extremamente maléfico e prejudicial do desperdício de alimentos no Brasil e a sua necessidade de resolução mediante projetos socioeducativos. Ademais, é fulcral destacar a superprodução e má distribuição dos alimentos, bem como a omissão social e o individualismo da sociedade.
Em primeiro lugar, é válido mencionar que a maior parte do desperdício de alimentos, ocorre ainda na fase inicial da cadeia de produção. Nesse sentido, pesquisas do “O Globo” mostram que 68,5% dos alimentos não chegam ao consumidor final e demonstram um possível desconhecimento por parte dos produtores sobre as melhores técnicas de transporte e estocagem, além de falta de infraestrutura necessária. Logo, como resultado dessa conduta, muitos hortifrútis não terão alimentos em condições desejáveis, o que contribui para a perda desses gêneros e agrava a situação.
Outrossim, o comportamento consumista de compradores também possui sua parcela de responsabilidade, já que o desperdício, no Brasil, chega a 40 mil toneladas por dia, de acordo com a Embrapa. Nesse âmbito, a atual atmosfera econômica baseada na competição individualista pode corromper os vínculos de solidariedade que asseguram o equilíbrio social, já dizia E. Durkheim. Portanto, a mentalidade egoísta impede que os maus hábitos de cuidado com os alimentos cessem, transformando o problema em omissão social.
Dessa maneira, como forma de atenuar a problemática em questão, o Governo Federal deve contratar agentes que fiscalizem o processo que leva os produtos até os consumidores, além de limitar os percentuais de alimentos descartados ao longo da escala de produção, gerando até possíveis multas por descumprimento da ação. Pode-se também incentivar projetos de reaproveitamento dos alimentos, tanto vendendo a preço mais em conta, como também doando alimentos ainda viáveis. A mídia, por sua vez, deve trabalhar em propagandas que esclareçam a negligência alimentar, para despertar o consumo consciente e combater a cultura do consumismo, desta forma a comida se tornará alimento e não mais um amontoado de lixo.