ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Segundo a teoria malthusiana, se soluções preventivas não fossem incutidas, como o uso de agrotóxicos e contraceptivos, a população mundial sofreria com a carência de suprimentos. Entretanto, apesar da prática dessas medidas, 10 milhões de brasileiros têm insuficiência na alimentação, segundo o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística). Isso é devido ao grande desperdício que ocorre tanto durante a produção e logística dos alimentos, quanto no excesso de compra de parte da população e, para amenizar esse impasse, providências devem ser efetuadas.

Nesse contexto, desde o início do processo, na produção, é usado um contingente de água exorbitante, em que 70% da água potável mundial é direcionada para a agricultura, pelos dados da ONU (Organização das Nações Unidas). Consoante ao desperdício alimentar, ocorre a questão hídrica. Além disso, alimentos são descartados durante o carregamento até as centrais, sem uma tração adequada e segura e até mesmo são rejeitados provisões com a validade próxima a ser vencida, ou seja, o desperdício pode ocorrer em várias etapas, o que, ao fim, gera um montante que poderia suprir as necessidades alimentícias nacionais, visto que saciaria 19 milhões de pessoas por dia, mais do que o necessário.

Outrossim, parte da população adquire produtos supérfluos, além do consumo, ocasionando o descarte orgânico de alimentos preparados em grande quantidade que não são consumidos, sendo pela prodigalidade, bem como pela repugnância na reutilização do suprimento. Esse excesso de compra por uma fração da sociedade, gera a carência à parcela majoritária, os quais não têm acesso à nutrição e saúde. Dessa forma, contribuem para o descumprimento do artigo 6° da Constituição Federal, que garante os direitos humanos do cidadão brasileiro, essenciais para a manutenção e dignidade da vida.

Portanto, é necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promulgue uma lei limitando o descarte de alimentos nas centrais de abastecimento e libere para que suprimentos agrícolas que estejam consumíveis, sejam vendidos por um preço mais acessível, contribuindo também para a economia. Ademais, Organizações não governamentais, voltadas para a questão da desigualdade social devem desenvolver campanhas de conscientização nas mídias sociais, para diminuir a prodigalidade alimentícia, a fim de que os direitos humanos sejam garantidos à todos e se tenha uma sociedade mais equilibrada e ecológica.