ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à saúde, segurança e ao bem-estar social. Entretanto, a questão da quantidade de alimento desperdiçada impede que a parcela da população, que passa fome, exerça o direito concedido pela ONU, na prática. Logo, pode-se salientar como causas desse problema não só a irresponsabilidade da sociedade, como também a falta de empatia para com aqueles que sentem fome.

Ante de tudo, vale citar que Sartre defendia que cabe ao indivíduo decidir como agir, sendo este responsável e livre. No entanto, é clara a irresponsabilidade da sociedade quando se fala sobre as 40 mil toneladas de alimento que são desperdiças por dia no Brasil, segundo uma pesquisa realizada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Portanto, é importante ressaltar a irresponsabilidade da sociedade nesse quesito.

Além disso, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, sustentava a tese de que o século XXI é fundamentado pelo individualismo e pela falta de empatia. Isso posto, é possível ver aspectos parecidos com os do pensamento do sociólogo no que tange ao número de pessoas que sofriam de fome em 2013 no mundo, 1 em cada 9, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, e nada foi feito a respeito. Então, é nítida a falta de empatia para com essa parcela da população.

Por fim, para resolver um problema de tamanha magnitude como o desperdício de alimentos, é preciso começar das raízes da nova comunidade. Portanto, como solução para este problema, é preciso que as escolas, em parceria com as suas respectivas prefeituras, abram espaço para rodas de debate sobre como evitar o desperdício de alimentos. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e profissionais no assunto. Também, essas reuniões não devem se limitar aos alunos, mas sim serem abertas ao público, a fim de proporcionar uma maior rede de conhecimento a todos.