ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 11/12/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto alimentício, o desperdício de alimentos funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como o consumismo exacerbado e meios de transporte deficientes impedem a limpeza completa do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a era do consumo excessivo mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Nesse viés, as pessoas compram produtos que, muitas vezes, nem necessitam, devido à influência dos meios de propagandas que induzem a comprar um modelo novo de celular ou, até mesmo, experimentar um “fast-food” atual, por exemplo. Nesse âmbito de refeições, a produção é maior que o consumo, gerando alimentos desperdiçados. Essa situação tem origem na falta de uma educação pela população sobre adquirir e comprar somente o necessário, realidade que deve ser mudada. Segundo a Organização das Nações Unidas pela alimentação e transportes (FAO), mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, o que pode ser relacionado com o fato de que se todo alimento desperdiçado fosse doado para indivíduos privados de nutrição, provavelmente, toda a humanidade teria algo para comer.

Em segunda análise, os meios de transporte deficientes apresentam-se como outro fator que contribui para as comidas jogadas fora. De acordo com a revista “O globo”, os caminhões perdem mais de 50% de alimento pós-colheita durante o caminho até o local de entrega, ou seja, a carência de uma organização e fiscalização adequada permite que muitos subsídios sejam perdidos antes mesmo de serem vendidos, prejudicando a demanda e a comercialização do corpo social. Nesse sentido, essa modal rodoviária substituiu as ferrovias que existiam no Brasil pelo ano de 1800 com o ciclo do café. Essa substituição permitiu não só a industrialização do país, como também a dependência desse setor que, somado a estradas ruins e custos altos, questionam até que ponto o território foi desenvolvido.

Portanto, medidas são necessárias para reduzir o desperdício alimentício. Por conseguinte, cabe à Escola promover palestras, ministradas por psicólogos, com o “slogan”: “Diga não ao consumo”. Esse projeto pode ser feito por meio de um diálogo entre o público presente e o especialista, nas próprias intuições de ensino parceiras, sobre o consumo excessivo, principalmente de alimentos, e como ele prejudica a convivência social, de modo que os tópicos e exemplos mostrados incentivem a reflexão referente à conscientização do desperdício, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de bem-estar coletivo. Dessa forma, o oceano será limpo novamente.