ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 14/12/2020
A Revolução Verde, ocorrida durante a década de 1960, tinha como um de seus princípios a apriorização das técnicas agrícolas para atingir o aumento do aproveitamento de alimentos. Dessa forma, a efetivação de tais tecnologias auxiliou na oferta de alimentos e na sua produtividade, apesar de concentrar ainda mais seus consumo e, consequentemente, não contribuir para o cenário da fome no mundo. Logo, é necessário discutir sobre o desperdício de alimentos no Brasil, de modo a pontuar alternativas para a diminuição, como alterações na forma de transporte e a compra exagerada.
A princípio, é importante destacar o monopólio do transporte rodoviário dentro do setor logístico como fator de desaproveitamento de alimentos no país. Essa unanimidade é prolongada desde o Governo Juscelino Kubitschek, no qual o presidente através de seu Plano de Metas desenvolveu pesadamente o meio rodoviário e os outros setores de transporte ficaram na precaridade. Visto isso, a demora excessiva do deslocamento, devido principamente à superlotação das rodovias e a falta de infraestrutura, acaba desvalidando comidas. Além disso, posto que o Brasil é reconhecido mundialmente pelos seus fluxos fluvias, o transporte hidroviário facilitaria a preservação dos alimentos. Logo, mudar o foco logístico é uma alternativa no combate ao desperdício de alimentos.
Ademais, a cultura do consumo exagerado acarreta também no desaproveitamento de muitas comidas no Brasil. Assim, segundo o filósofo alemão Hans Jonas, a geração atual deve controlar a degradação e tem por dever preservar os meios naturais para a existência de uma futura geração. Entretanto, a sociedade moderna preza apenas o volúvel, o prazer temporário, de modo a consumir em excesso o que não é necessário, o que faz com que vários alimentos sejam desvalidados nesse curso. Desse modo, o consumo em massa, além de concentrar os alimentos e gerar fome, leva na invalidez dos comestíveis.
Portanto, caminhos no combate ao desperdício de alimentos podem estar ligados tanto ao meio político quanto ao cultural. Por isso, cabe ao Ministério dos Transportes - órgão responsável pela logística brasileira - a execução de alterar os meios de locomoção, por meio de incentivos econômicos a outros modais benéficos, como o hidroviário e o aéreo, a fim de melhorar a logística dos alimentos nacionais. Em conjunto, o Ministério da Educação deve impugnar o consumo exagerado, mediante campanhas educacionais que apelam para o ensino de compras moderadas, principalmente de produtos com validade, com a finalidade de diminuir o desperdício de comestíveis e utensílios. Por resultado, a oferta de alimentos aumentará e o aproveitamento proposta pela Revolução Verde será realidade.