ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A frase “é melhor sobrar do que faltar” é popular em muitas casas brasileiras. Isso porque, ao decorrer das gerações, ficou a lembrança traumática da remarcação de preços entre as décadas de 80 e 90, e uma mesa farta se tornou significado de estabilidade. No entanto, esse costume leva ao expressivo desperdício de alimentos de 40 mil toneladas por dia no país, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Assim, percebe-se que há a falta de fiscalização e responsabilização daqueles que desaproveitam a comida, tanto na cadeia produtiva, quanto nas casas brasileiras.

Primeiramente, a melhor forma de evitar o desperdício de comida no dia a dia é o planejamento. Dessa forma, preparar marmitas com atecedência e levar ao trabalho é uma alternativa à comer em restaurantes, que têm muita influência no descarte de alimentos. Não só isso, mas ir ao supermercado com a lista de compra contendo somente o necessário, evita a compra exagerada. São hábitos desconhecidos pela maioria, mas que cessariam a mentalidade de “deixar sobrar”.

Além disso, a postura do governo federal é de priorizar a agricultura de exportação. Entretanto, o favorecimento à essa produção apenas engrandece os latifundiários, e esses não podem suprir a demanda interna e externa. Assim, é ignorada a vantagem climática e da biodiversidade do país, além de enfraquecer a agricultura familiar, que tem influência regional.

Portanto, é necessário que haja uma mudança estrutural para reduzir o desperdício de alimentos no Brasil. Logo, o Ministério da Agricultura pode tomar iniciativa e, por meio de incentivos fiscais, amparar os pequenos produtores a fim de incentivar a produção local, para ter menos perda em logística. Ainda, as Secretarias de Agricultura podem agir de acordo com suas respectivas regiões para valorizar os alimentos da estação, além de criar programas de hortas comunitárias e oficinas de culinária com escolas técnicas, que servirão à própria população. Essas medidas, então, poderão aproximar a comida das pessoas e evitar seu desaproveitamento.