ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 27/12/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, observa-se a irresponsábilidade da sociedade no que concerne ao desperdício de alimentos no Brasil, uma vez que, de acordo com a Embrapa, o desperdicío de alimentos, no Brasil, ultrapassa o valor de 30 mil toneladas diárias. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do consumismo e da irracionalidade do ser humano.
Em primeiro plano, é necessário destacar que o consumo exagerado de alimentos, sem necessidade, surge como um agravador da problemática. Nesse sentido, o conceito ‘‘sociedade do consumo’’ torna-se bastante útil, pois é um termo que é utilizado para caracterizar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão do desperdício de alimentos. Platão contribui para discussão ao definir que o amor era o desejo por aquilo que não se tem. Sob essa ótica, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo, gerando, o consumismo, que tanto influencia o desperdício de alimentos.
Ademais, a irracionalidade dos indíviduos é outro fator que influencia na consolidação da problemática. Segundo Hegel, filósofo alemão, a razão rege o mundo. Entretanto, verifica-se uma falta de racionalidade na questão do consumo moderado de gêneros alimentícios. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, como, por exemplo, consumir somente o que for necessário, esse problema tem sua intervenção dificultada. Nessa lógica, é preciso criar estratégias que permitam a conscientização da população acerca do consumo adequado de alimentos, evitando, ao máximo, o desperdício.
É fundamental, portanto, que ONG’s especializadas no assunto, em parceria com o governo federal, elaborem cartilhas sobre a organização na hora de escolher somente os alimentos que forem necessários para a nutrição básica do indivíduo. Tais cartilhas devem ser disponibilizadas nas redes sociais e distribuidas em grandes centros urbanos, sendo, então, divulgadas na portaria de bares e restaurantes com intermédio de funcionários do estabelecimento. Além disso, pode ser criada uma ‘‘hashtag’’ para identificar a campanha e ganha mais visibilidade nas redes sociais, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do consumo exagerado de gêneros alimentícios, não só para a saúde do indíviduo, mas, também, para a sociedade, tendo em vista que o alimento jogado fora poderia ser utilizado para alimentar outras pessoas, caso tivesse sido aproveitado.