ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/01/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à alimentação. No entando, uma parcela da polulação é privada desse direito enquanto há disperdício de alimentos no Brasil que seria mais que o suficiente para alimentar a população carente do país. Tal injustiça é causada por falhas na cadeia transportadora e pela rejeição de alimentos pela questão estética feita pelos distribuidores mesmo sendo perfeitamente aptos para o consumo.

Primordialmente, a cadeia de transporte é responsável por cerca de 50% das perdas de alimentos. Esta é resultante da dependência rodoviária para a fretagem de alimentos. A estrutura rodoviária apresenta diversos problemas como a má condição de certas estradas, as quais muitos caminhões passam levando alimentos. Por causa das condições das estradas, ocorrem acidentes e perdas parciais pelo caminho devido a trepidações. Esta infraestrutura de transporte dependente do rodoviarismo é herança do período do presidente Kubitscheck (1956-1960), onde escolheu-se espalhar estradas pelo país como meio de transporte de pessoas e de cargas, deixando de lado outras alternativas mais eficientes como a malha ferroviária e a hidroviária.

Além disso, no setor terciário, visando a venda ao consumidor final, os varejistas não efetuam a compra de alimentos considerados esteticamente desprazerosos fazendo assim com que muitos destes sejam descartados mesmo que estejam bons para o consumo. Este fenômeno ocorre pois está gravado no inconsciente da populção a ideia de que um alimento comestivel é um perfeito: sem manchas, amassados ou quaisquer características não ideiais. Como é demonstrado no conceito de indústria cultural, termo cunhado pela Escola de Frankfurt, uma escola de análise e pensamento filosófico e sociológico, a dominação capitalista é cultural. Nesse caso tal indústria criou na mente da população que o alimento perfeito é o único aceitavel por meio produções como propagandas, tendo como objetivo vender, por exemplo, bananas mais amarelas e sem manchas por um preço mais caro.

Portanto é de extrema importância o Estado tomar atitudes para amenizar a problemática do desperdício de alimentos no Brasil. Para que possa-se reverter os alimentos desperdiçados injustamente em alimentos consumíveis, urge que o Ministério do Desinvolvimente Regional juntamente com ONGs faça a coleta de alimento próprios para consumo que seriam descartados e a distribuição para comunidades carentes por meio de colaboração com as CEASAS e mercados. Apenas dessa forma será possível reverter esse quadro injusto e se aproximar da execução por completo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.