ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A Revolução Verde, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou inúmeros avanços no setor alimentício e da agricultura no mundo. Embora esse movimento de modernização do campo tenha sido fundamental para aumentar a produção alimentar em inúmeros países, tal processo não foi capaz de suprir a fome Mundial, mas sim, intensificar  desperdício de alimentos. Tendo em vista que a superprodção de alimentos agregada a má distribuição destes, pode induzir um país à adentrar ao Mapa da fome, como o Brasil na última década, segundo a ONU, é imprescindível buscar alternativas que inibam essa desaproveitamento nutricional no país

A princípio, é necessário avaliar as razões do Brasil, um país com 3,4 milhões de habitantes em insgurança alimentar, segundo dados da FAO (organização da ONU de alimentação e agricultura), desperdiçar 40 mil toneladas de alimentos por dia. Grande parte do desperdício alimentar no Brasil ocorre nas etapas iniciais da produção e comercialização do alimento, como no pós-colheita, manuseio e transporte e nas centrais de abastecimento (CEASAS), somente estas três etapas são responsáveis por 90% do dissipação de mantimentos, de acordo com levantamento do jornal ‘O Globo’. Esse cenário  desproveitoso dificulta que a comida chegue à mesa de cada Brasileiro, desta forma, rompe com a  Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 no quesito de acesso à alimentação adequada.

Em seguida, é relevante examinar como a superprodução de alimentos padroniza a fome, apesar de serem o oposto, em tese. Tendo em vista que os grandes produtores de alimentos são latifundiários exploradores da mão de obra rural de países em desenvolvimento, e este, de maneira cíclica, se vergam a proprietários de industrias de manufaturados e exportadores, igualmente exploradores, torna-se possível a identificação das tendências de posicionamento político de indivíduos de poder, que apenas visam o lucro e não a resolução dos problemas. Normalizando a fome e almejando o capital.

Portanto, fica evidente a necessidade de combater e diminuir o desperdício de alimentos enrustindo no meio empresário e governamental brasileiro. Para tanto, é dever do Poder executivo municipal e estadual aplicar medidas de caráter administrativo às CEASAS, parte mais tangível do processo de distribuição de alimentos e a mais maléficamente afetada pela perda deste. Isso seria efetivado por meio da criação de um orgão responsável somente pelo controle de desperdício, controlado anualmente por parlamentares, que avaliará as situações da distribuição de alimentos, evitando a perda e destinando a parcela não vendida a ONGS estaduais que visam atender áreas pontuais do mapa da fome brasileiro. Essa proposta tem por finalidade evitar desaproveitamento alimentar que gera a fome no Brasil e, caso aprovado, o manejamento urbano-estado e ONG, será mais eficiente que o atual.