ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa o desperdício alimentar no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, a insuficiência constitucional e a desigualdade social corroboram esse impasse e a problemática segue inerentemente ligada à realidade do país. Assim, urge analisar os fatores envolvidos, a fim de elencar medidas para atenuar tal cenário.
Mormente, muitas instituições sociais não se comprometem substancialmente com a necessidade de promoverem alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos. Nesse âmbito, José Saramago em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, caracteriza o descaso do Poder Público e da sociedade frente aos problemas sociais. Destarte, de acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Economia, o Brasil está na lista dos 10 países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Isso é intensificado devido à carência de políticas públicas que auxiliem o indivíduo acerca de mecanismos que miniminizem o desperdício alimentar.
Paralelo a isso, a Revolução Verde foi um processo de invenção e disseminação de novas práticas agrícolas que permitiram um vasto aumento na produção de alimentos e a distribuição alimentar igualitária à partir de 1960. Contudo, hodiernamente, o Brasil encontra um cenário diferente do proposto pela Revolução Verde, isto é, 52 milhões de brasileiros não têm acesso às três refeições diárias, de acordo com um levantamento realizado pela Universidade de São Paulo. Nesse viés, os fatores supracitados retardam a resolução da problemática, uma vez que a insuficiência constitucional e a desigualdade social contribuem para a perpetuação do quadro deletério.
Em suma, evidencia-se o impasse existente, concluindo-se a necessidade de conscientização por parte da sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Economia, ao seguirem o “Imperativo Categórico” de Kant -o qual assegura que o princípio da ética é agir de forma que essa ação seja uma prática universal- por meio de verba governamental, adquirida mediante empréstimos com o Banco Mundial, desenvolverem projetos sobre o desperdício alimentar, entregue à Câmara dos Deputados, com o slogan “Diga não ao desperdício alimentar”, outrossim, com a aprovação do referido projeto, distribuírem panfletos e cestas básicas em centros urbanos, periferias, e ambientes comerciais com o auxílio de profissionais capacitados. Dessa forma, o Brasil poderá garantir a filosofia iluminista e síntese kantiana será consolidada.