ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 27/03/2021

Após a Revolução Verde, entre as décadas de 1960 e 1970 no Brasil, houve a elevação da produtividade agrícola. Inobstante, essa evolução teve um mal acompanhamento em virtude da infraestutura e do consumo populacional, resultando em um desperdício alimentício que acompanha as gerações brasileiras até atualmente. É imprescindível que estratégias sejam aplicadas para alterar esse disperdício que tem como causas o consumismo e a carência de uma infraestutura administrativa decente.

Convém ressaltar, a princípio, que desde meados dos anos 70 os povos adotaram a cultura da fartura, e não seria nada diferente no Brasil. Quem nunca ouviu alguém falar que ‘‘é melhor sobrar do que faltar’’? O gosto pela fartura, desde a ida ao supermercado até o preparo das refeições, e a preferência por comida fresca à mesa faz com que cada brasileiro jogue mais de 40 quilos de comida no lixo por ano. Paralelamente, é importante enfatizar que o egoísmo por parte da sociedade atua como impulsionador do problema. Muitos cidadãos frequentemente demonstram uma falta de sensibilidade social, atendendo aos seus pensamentos individualistas sem nem mesmo cogitarem no coletivo, fazendo com que muita comida fique situada na alimentação de poucos.

Por conseguinte, é lícito postular que no Brasil, grande parte do desperdício de alimentos acontece durante o manuseio e logística da produção: na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o transporte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo. Todavia, é possível contornar essa situação tão corriqueira. É preciso que se melhore desde os sistemas de produção, logística até o comportamento do consumidor, que está na ponta da cadeia. Várias instituições e organizações estão empenhadas em reeducar as pessoas e dissipar a educação ambiental, como por exemplo a Embrapa e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO.

Logo, medidas são cabivéis para que esse problema seja amenizado e controlado de maneira eficaz. Cabe ao governo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, junto de grandes redes de supermercados e da Mídia, principal veículo formador de opiniões, promoverem campanhas educacionais visando a mudança de pensamento da população acerca do consumismo. Além também da melhora da infraestrutura do agronegócio com o intuito de solidificar desde o cultivo até a translocação e venda dos alimentos, extinguindo a fragilidade que se encontra nos setores comerciais.