ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 01/04/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esperdício de alimentos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do extravio durante o transporte, quanto do desperdício em restaurante e lanchonetes brasileiras. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a perda de vitualhas durante o deslocamento deriva-se em sua maioria do uso de embalagens impróprias e da longa distância percorrida. Segundo Tarcísio Menezes - professor e empresário da área de logística - a média é que 40% dos alimentos são danificados por causa da embalagem, especialmente frutas e verduras, que são mais delicados. Partindo desse pressuposto, faz-se mister o uso de embalagens próprias para o transporte, diminuindo os danos aos alimentos frágeis durante o deslocamento e grantindo a qualidade.

Ademais, é imperativo ressaltar que o desbarato em centros alimentícios se deve principalmente à erros de porcionamento e produção em excesso. De acordo com levantamento da World Resources Institute, 41 mil toneladas de alimentos são jogados fora anualmente no Brasil, sendo que os restaurantes são responsáveis por 15% desse espedício. Paralelamente, o gasto com a preparação da comida representam a segundo maior despesa nesse setor, tornando fundamental a criação de medidas para reduzir essa perda.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Agropecuária, por intermédio da EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -, promova cursos de capacitação e conhecimento técnico para colaboradores em empresas de transporte, afim de aprimorar o manuseio dos alimentos, diminuindo os vários problemas gerados pela falta de manuseio adequado. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.