ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 08/04/2021

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou que vivemos uma pandêmia do novo coronavírus. Desde então toda a econômia global teve forte recuo, cerca de 5% segundo o Fundo Monetário Internacional. Com isso, as populações socioeconomicamente vulneráveis tiveram uma piora considerável em sua renda e muitas passaram a uma situação de insegurança alimentar. No Brasil, de acordo com o site G1, o número de famílias que não sabem se terão uma refeição no dia seguinte  já chega à marca de 17 milhões. O panorama apresentado faz com que as atenções sejam voltadas para o desperdício de alimentos que ocorre em larga escala no país.  Esse problema tem duas causas principais: os modais de transporte empregados são ineficazes e os preços dos alimentos impedem que eles tenham maior rotatividade nas prateleiras.

De início, que, de acordo o jornal O Globo, a quantidade de carga transportada pelas rodovias chega a superar em 100% a soma das cargas de outros tipos de transportes. Pedro, personagem caminhoneiro da série “Carga Pesada” tem um bordão que pode ser muito bem empregado com relação à escolha das rodovias como principal modal de transporte no país: “É uma cilada, Bino”, pois o transporte feito por caminhões é um dos mais caros.  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que, por exemplo,  que além de serem mais velozes, o consumo energético dos trens é 70% menor que os dos caminhões. Assim, muitos alimentos acabam tornando-se impróprios para consumo e têm seu preço majorado por conta da má estratégia de distribuição adotada no país.

Ademais,  o agravamento da crise econômica torna a aquisição de alimentos ainda mais difícil para grande parte dos brasileiros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2020, cerca de 110 milhões de pessoas viviam em território nacional com menos de 15 reais por dia. Como os produtos oferecidos aos consumidores não podem ser adquiridos em sua totalidade, uma vez que não há renda suficiente entre os mais pobres, muitos produtos estragam nas prateleiras dos supermercados, o que torna a quantidade de desperdício ainda maior.

Portanto, para que essa problemática seja minorada, faz-se mister que o Governo Federal, junto ao Ministério da Infraestrutura, amplie a malha ferroviária e aumente a percepção média de renda da população. Para tal, deve ser criado programa de expansão ferroviária que vise o barateamento dos alimentos, cujo recursos podem ser obtidos pela taxação de veículos automotivos como iates e helicópteros. Outrossim, o salário mímino dever ser aumentado e corrigido de forma a superar as perdas provocadas pela inflação de alimentos. Dessarte,  haverá menor índice desperdício no país e menos pessoas terão medo de não ter o que comer no dia seguinte.