ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 03/06/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º o direito a alimentação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase, na atuação, tendo em vista, alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que corroboram esse cenário.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a falta de ações governamentais sólidas para combater o desperdício de mantimentos. Nesse sentido, a má distribuição alimentícia no Brasil é o principal fator desse problema. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem desses direitos indispensáveis, como a alimentação, o que claramente é visível no país.
Ademais, é fundamental apontar a escassez de medidas para evitar a perda de alimentos durante o transporte até as mesas brasileiras. Segundo o jornal Globo, em 2018, apenas 15% do que é produzido chega para o consumo da população, e cerca de 50% são perdidos durante a fase de distribuição. Diante de tal exposto, podemos concluir que os meios de escoamento contribuem para o aumento do problema no nosso país, tendo em vista, que é nítido a precariedade das rodovias brasileiras, isso se deve ao fato de que no Brasil existe pouco investimento para o reparo de suas estradas. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o Ministério da Infraestrutura em conjunto com o Ministério da Cidadania e o Tribunal de Contas da União, por meio reuniões, elaborem em conjunto um projeto em que deverá direcionar capital para a consolidação de projetos de distribuição de renda e alimento, para famílias em situação de vulnerabilidade, e outro voltado para a manutenção e melhoria das vias de escoamento dentro do nosso país, desse modo, evitando perdas durante a distribuição. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, em que o Estado desempenha corretamento seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.