ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 30/04/2021
De acordo com Thomas Malthus, economista britânico do século XXII, a população se desenvolvia em progressão geométrica e a de alimentos, em aritmética. Desse modo, os alimentos seriam escassos e a sociedade morreria de fome. No entanto, com o passar do tempo, a teoria Malthusiana foi refutada, especialmente depois da Revolução Verde e a revolta no processo de industrialização de alimentos. Nota-se, assim, que o problema não está ligado a quantidade, mas sobre a gestão alimentícia, que promove o desperdício diário de toneladas de comida. Assim, faz-se necessária uma mudança na base alimentícia, dado que esse desperdício fortalece a fome e a desigualdade na população brasileira.
Em primeira análise, a cadeia de distribuição destaca-se como um dos motivos do problema. Isso porque a rede rodoviária brasileira, desenvolvida ao longo do governo de Juscelino Kubitschek, mostra ineficiência para um país com grandes dimenções continentais como o Brasil. Logo, a maioria dos alimentos perecem no caminho, gerando um grande desperdício. Seguindo essa linha de pensamento, um psicólogo humista do século XX , Maslaw, mostrou as necessidades humanas em forma de pirâmide hierárquica, permanecendo na base as necessidades fisiológicas, como se alimentar. Dessa maneira, a gestão alimentícia, uma vez que retira o básico, elimina de muitos o direito à autorrealização.
Ademais, o desperdício de comida no Brasil é a finalidade da discrepância social, já que as classes favorecidas têm acesso a uma quantidade maior de alimentos, quando 7 milhões de pessoas passam fome, segundo pesquisas do IBGE. Dessa forma, a desigualdade social impede a harmonia social, comprometendo até os direitos básicos da constituição. Semelhante a teoria do corpo social de Durkheim, se uma parcela do todo é atingida, a sua totalidade não consegue se desenvolver em plenitude. Desprende-se, portanto, a necessidade que haja uma igualdade na distribuição de alimentos, para que não sobre para uns e falte para outros.
Evidencia-se, assim, que a perda de alimentos retira de grande parte da população o que é garantido no artigo 5 da constituição, o direito à alimentação. Para que isso não ocorra mais, é dever do Governo Federal, junto com as prefeituras, promover projetos, que contem com a redistribuição alimentícia. Além disso, com o incentivo das prefeituras, restaurantes privados devem doar, aos populares, a comida que não vai ser mais aproveitada, evitando a mesma ser desperdiçada. Com isso, muitos indivíduos saciarão sua fome, assim colocando um fim no desperdício, tornando a sociedade mais harmônica, saudável e desenvolvida.