ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 02/05/2021

De acordo com um estudo feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) cerca de 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçados diariamente no Brasil. Em contrapartida, 1 a cada 9 pessoas sofre de fome no mundo, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Nesse contexto, nota-se que o desperdício é um dos fatores que mais favorece a subalimentação de milhões de cidadãos no mundo. Diante dessa perspectiva, é imprescindível a adoção de medidas que amenizem as consequências causadas por esta problemática.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que, embora a população seja a principal responsável no que se diz respeito ao desaproveitamento de alimentos, nota-se que grande parte disto também advém da colheita, manuseio e abastecimento realizado em fazendas e indústrias. Isto ocorre devido a rejeição da utilização dos alimentos que não fazem parte do padrão estabelecido pela empresa, sendo então, descartados, apesar de serem totalmente comestíveis.

Além disso, é notável que várias campanhas a favor da reutilização de alimentos vêm sendo feitas nas redes sociais, com o intuito de evitar o desperdício e reaproveitar a comida que, normalmente, seria jogada fora. No entanto, inúmeros indivíduos consideram estas atitudes desnecessárias e irrelevantes, se recusando a realizá-las.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira acerca do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, aulas, que devem ser implementadas durante o Ensino Fundamental e Médio, sobre a conscientização para com o desperdício de alimentos recorrente na sociedade, a fim de que, durante a formação do senso crítico, as crianças e adolescentes desenvolvam o hábito de buscar reaproveitar os restos de comida, tornando-as cidadãos responsáveis ​​e excelentes trabalhadores, que buscarão formas de diminuir a quantidade de alimentos descartados durante o processo de industrialização. Somente assim, será possível formar uma sociedade justa e igualitária, em que os índices de fome sejam ínfimos.