ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 02/06/2021
Cultura da Fartura
Em 1798, Thomas Robert Malthus elaborou a teoria malthusiana. Consoante o teórico, a crescente exponencial da população mundial sucederia a progressão de produção de alimentos, em outros termos, indivíduos arcariam com extrema fome. Entretanto, havia uma lacuna na ideia proposta, o autor não contava com a Revolução Verde, iniciada na atmosfera pós Segunda Guerra Mundial. A utilização de tecnologias e ferramentas desenvolvidas auxiliou na produção agrícola em larga escala, refutando assim, o Malthusianismo, na realidade, invertendo-o. Os subsídios produzidos exacerbadamente induziram uma cultura de fartura, desdobrando no desperdício generalizado de alimentos.
Primeiramente, consta-se a cultura histórica da fartura e opulência incrustadas na sociedade brasileira. Desde o período colonial, a tradição de banquete, a comumente expressão “é melhor sobrar do que faltar”, nas mesas familiares mais abastadas vem perdurando até os dias atuais. Consequência dessa linha de pensamento, são os altos índices de esperdício alimentício. Ademais, cidadãos que já sofreram miséria no passado, procuram mostrar sua fortuna a partir das refeições, como cita o analista da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária): “O Brasil é um país muito desigual, e a comida sinaliza riqueza”.
Dessarte, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a décima posição entre os países que mais desperdiçam os alimentos e consoante o Instituto Akatu, perde cerca de 41 mil toneladas diariamente. Ademais, situações relacionadas a referência geográfica da nação corroboram os danos, em outras palavras, a produção elevada de frutas e vegetais comparada à outros territórios exemplifica a problemática, visto ser produtos rapidamente perecíveis e na maioria das vezes, descartados antes de chegarem na mesa.
Portanto, infere-se a necessidade do governo na conscientização em massa da população, por meio de propagandas televisivas, folhetos e publicações nas mídias sociais, com o intuito de reduzir o alto indíce de desperdício, sinalizando a positividade em economizar na compra de alimentos e desmentificando a ideia de mesa abastada como sinônimo de riqueza.