ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 07/06/2021

É indúbitável que a Revolução Industrial trouxe diversos avanços à sociedade, sendo um dos mais notáveis: os novos métodos de produção de alimentos. Essas inovações possibilitaram a produção em larga escala, sem grandes perdas por fatores externos, como o clima. No entanto, essas estratégias ainda não são tão eficientes, visto que o desperdício é um dos grandes problemas do século XXI. Tal cenário exige alternativas para a diminuição do descarte excessivo de alimentos que possui como principais causas: os padrões estéticos e o comportamento do consumidor.

Primeiramente, é importante ressaltar que os padrões estéticos impostos pelos veículos de comunicação estão diretamente relacionados ao desperdício de comida. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma pessoa, em média, descarta pelo menos cento e vinte e um quilos de alimentos por ano. Isso, porque as mídias sociais impõem a aparência dos alimentos considerados aptos à ingestão, o que incentiva o descarte de todos aqueles que não se enquadram no padrão. Dessa forma, a disseminação de campanhas e propagandas para estimular o “não descarte” de alimentos com aspecto “feio” torna-se imprescindível.

Ademais, salienta-se que o comportamento do consumidor afeta diretamente a quantidade de alimento que é desperdiçado. De acodo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), enquanto oitocentos e vinte e um milhões de pessoas passam fome no mundo, um terço dos alimentos produzidos são desperdiçados diariamente. Essa situação deve-se, principalmente, a falta de planejamento do cidadão, que o leva a comprar em excesso, o que causa grande parte do esperdício. Sendo assim, a reeducação do consumidor em relação ao consumo é essencial para a diminuição do desperdício de alimentos.

Portanto, tornam-se necessárias medidas que solucionem as problemáticas apresentadas. Em primeiro lugar, o Ministério da Cidadania, em parceria com os veículos de comunicação, deve estimular o  “não descarte” de alimentos com aspecto “feio”, por meio da disseminação de campanhas e propagandas nos diversos meios de comunicação, com o fito de enfraquecer os padrões estéticos relacionados a comida. Em segundo lugar, é dever do Ministério da Educação reeducar o cidadão em relação ao consumo, mediante criação de palestras em instituições de ensino e locais públicos, tendo como objetivo informar os cidadãos sobre as consequências do esperdício e incentivá-los a planejar suas compras. Quiçá, dessa maneira, as alternativas apresentadas diminuam o desperdício de alimentos no Brasil.