ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 14/06/2021
O desperdício de alimentos no Brasil é um sério problema social. Apesar da redução de 17% para 7,9% no índice de insegurança alimentar, apontada no relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, ainda é frequente esse desperdício. É contraditório que em uma sociedade com inúmeras discrepâncias sociais, principalmente relacionada a fome ainda ocorram discussões sobre o uso consciente dos alimentos. Dessa forma, é necessário a criação de políticas públicas informativas para produtores, distribuidores e consumidores sobre o aproveitamento dos mantimentos, e ainda no que no tange a população é preciso reformular a ideia de aquisição alimentar, a partir da ausência de compras desnecessárias e estoque.
Em primeiro lugar, uma estratégia para reduzir perdas alimentares, seja, pela colheita, transferência ou manuseio, abastecimento nos supermercados, deve focar em ações baseadas na demanda e oferta, para assim evitar perdas de alimentos. Organizações não governamentais como a Cargill atua para obter desperdício zero e garantir distribuição equânime dos recursos alimentícios, paralelo a isso, reforça-se a necessidade de realizar divulgação de políticas públicas educativas elaboradas com participação da sociedade consumidora, a fim de gerar maior adesão as ações desejadas.
Além disso, o consumo consciente é premissa básica para a adesão às políticas públicas, uma vez que a alimentação baseada em padrões estéticos, comportamentos cumulativos e pouco saudáveis contribui para perdas de alimentos viáveis para o uso de muitos brasileiros. Apesar da criação do Programa Fome Zero, o número crescente de pessoas que convivem com a hipossuficiência nutricional estão atreladas a desigualdade social, cuja origem multifatorial, dificulta o aporte nutricional e estabelece barreiras para acabar com o problema do desperdício.
Dessa forma, a população precisa se conscientizar sobre as necessidades de ingestão, reduzindo compras em excesso, mediante o estabelecimento do consumo saudável e empático, para oportunizar o dispêndio de alimentos e reduzir a fome e suas consequências. Outrossim, os governos estaduais e o Ministério da Agricultura devem fomentar ações publicitárias que incentivem o aproveitamento de comida, assim como estímulos financeiros e fiscais para produtores e distribuidores gerenciais seus estoques e promover a utilização consciente e saudável dos mantimentos.