ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 07/11/2021

Conhecido como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o desperdicio de alimentos se configura como uma falha no princípio da isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da ingerência estatal.

Nesse contexto, é importante ressaltar que o desperdicio de alimento permanece devido à base educacional lacunar. Ademais, segundo Aristóteles, a educação é uma direção essencial para a formação da vida pública, à medida que apoia para o bem-estar da cidade. Nesse viés, se há problema social, tem com como base a precariedade na educação. No que tange falta de controle acerca dos alimentos, percebe-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não está atuando seu papel no sentido de retroceder o problema, pois não oferece às classes escolares material que ajam na resposta da questão. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave do desperdicio de alimento perdurará sobre o país.

Outrossim, sob essa ótica, constata-se a ingerência estatal como um dos complicadores do problema. Nesse contexto, de acordo com Rousseau cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem — estar coletivo. No entanto, nota-se no Brasil, que o desperdicio de alimentos rompe com as defesas do filósofo iluminista, já que existe a falta de investimento na educação, principalmente sobre o controle contra o consumismo exacerbado. Dessa forma, a ingerêncial estatal é um fator agravante a essa problemática.

Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, o Ministério da Educação em parceria com empresas, promova, para professores da rede pública e privada, por médio cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá caminhos mais próximos para a solução.