ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 29/06/2021
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial deve atingir 9 bilhões de pessoas até 2050. Para que a humanidade consiga alimentar essa quantidade de indivíduos, é necessário discutir práticas para tornar o sistema de distribuíção de alimentos mais eficiente, diminuindo seu desperdício. No Brasil, entre as diversas alternativas para redução desse fenômeno está a reestruturação do sistema de transporte, visto que ele não só é de má qualidade, como, também, o modelo de escoamento adotado possui diversas falhas.
Primeiramente, as péssimas condições do sistema rodoviário brasileiro contribuem para o desperdício alimentar. O Brasil é o país que menos investe em infraestrutura na américa latina, segundo o site de notícias “g1”. Esse fato traz diversas consequências para o transporte público, como vias mal sinalizadas e com precária estrutura, o que aumenta o risco de acidentes e eleva a quantidade de produtos perdidos na distribuíção, sendo que, segundo o site “oglobo”, 50% das perdas de alimentos ocorrem no processo de escoamento. Percebe-se, assim, que a reforma do sistema de transporte é essencial no combate ao desperdício de produção.
Além disso, o atual sistema rodoviário de transporte possui diversas falhas. Em comparação com o sistema ferroviário e o aquaviário, o modo atual de escoamento possui a maior chance de acidentes, polui mais, é mais custoso e causa uma grande quantidade de congestionamentos, sendo extremamente ineficiente. De fato, segundo o historiador brasileiro Claúdio Vicentino, o sistema rodoviário só foi adotado no Brasil por conta do lobby do setor automobilístico no período da ditadura militar, não sendo levado em conta seus prejuízos e benefícios na tomada de decisão. Dessa forma, a ineficiência desse modelo acaba por levar a uma maior perda de produção no transporte.
É evidente, então, que uma reestruturação do sistema de distribuíção seja imperativa para a ampliação da quantidade de alimentos disponíveis no mercado brasileiro. Para realizar tal reforma, é necessário que o governo federal, em parceria com a iniciativa privada, financie, direcionando o orçamento para obras públicas, e incentive, por meio da concessão de benefícios fiscais, a ampliação do transporte ferroviário. Este tipo de transporte, mais eficiente, reduziria os desperdícios de produção não só do setor alimentício como de todos os outros setores indústriais e agrícolas, contribuindo para a consolidação de uma economia mais robusta.