ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 15/09/2021

No filme indiano “Os miseráveis”, uma família sudra - uma das classes sociais mais baixas da Índia- trabalha na casa de um senhor importante na região, cuja a família era muito mais abastada. Ainda na obra, bons alimentos eram entregues diuturnamente, conquanto, ao invés de racionarem e gerenciarem a comida, sempre jogavam o excesso fora, aumentando o desperdício e a insegurança alimentar na região. Fora da ficção, a realidade quanto a má administração de alimentos no Brasil é tese muito presentente, visto que o país gerencia mal os alimentos produzidos e debate muito pouco a respeito do que se pode ser feito. Nessa lógica, é importante salientar que inércia governamental e o desconhecimento populacional são fatores que sustestentam a questão abordada.

Em primeira análise, entende-se que o Estado, como maior orgão do país, seria o agente ideal para propagar uma mudança, porém esse não a faz. Segundo dados do IBGE, cerca de 2% da população brasileira estão na faixa de insegurança alimentar, e mais 2% chegam a margear tal classificação. Portanto, é notório dizer que a situação é gravíssima, visto que quase 8 milhões de brasileiros se encontram em situações alimentares complicadas. Não obstante, mesmo sendo escancarada a árdua situação, poucos projetos de lei são enviados para câmara, e um número bem ínfimo passa a atuar. Em suma, mesmo sendo clara a necessidade de uma intervenção estatal ou da criação de novos projetos governamentais, o Brasil não os faz, diminuindo as possíveis alternativas para reduzir a problemática.

Por consequência, já que o maior orgão do país relativiza o desperdício, a população brasileira, sem ter a obrigatoriedade ou o conhecimento necessário, opta por não agir e criar uma mudança significativa. De maneira análoga a todos os pontos previamente citados, Karl Marx, filósofo moderno, criou a teoria reformista, a qual, em suas escritas, afirmava que a sociedade só tende a falhar se as bases educacionais não ensinarem o correto. Nesse rumo, cabe entender que a população é parcialmente culpada por não agir corretamente, mesmo não tendo os saberes obrigatórios para propor a mudança, contudo, como afirmou Marx, o maior culpado seria o Governo, pois, tendo conhecimento da situação, não educa sua população a fazer o certo, condenando-a a repetir atitudes erronêas,

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, é notória necessidade de intervenção. Para que a diminuição de do disperdício alimentício deixe de ocorrer, urge ao Ministério da Educação e da Cultur, promover programas educacionais injuntivos para a população, por meio de mídias sociais e veículos de informação em massa. Isso pode ocorrer, por exemplo, com a ajuda de profissionais competentes nas áreas alimentares e pedagógicas, visando trasmitir melhores conteúdos da melhor maneira possível. Dessa forma, espera-se a redução de casos como o da obra “Os miseráveis” no Brasil .