ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 10/09/2021
A primeira Revolução Verde, que aconteceu no século XX, foi responsável pelo aprimoramento das tecnologias no campo. Como consequência, houve um aumento da produção de alimentos. Porém, a má distribuição e o disperdício fazem com que uma grande parcela dos brasileiros ainda passem fome. Logo, mostra-se fundamental a discussão do papel da sociedade e do indivíduo a respeito deste tema.
A priori, deve-se destacar que, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional cerca de 19 milhões de pessoas estão passando fome no Brasil. No entanto, ao mesmo tempo que essas pessoas sofrem, são disperdiçados no país uma quantidade suficiente para alimentar 11 milhões de pessoas, de acordo com os estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Portanto, ao eliminar as perdas nas cadeias de distribuição, dimunuirá consideravelmente o número de brasileiros em situação de risco nutricional.
Em segundo plano, a mentalidade da população também deve ser alterada. A medida que países entravam em guerra muitos imigrantes se mudavam para o Brasil. Ao passo que os estrangeiros se “misturavam’, sua cultura também ficava enraizada nos costumes locais. Por isso, ainda se tem o pensamento de “melhor sobrar do que faltar”, que é consequência dos tempos posteriores a conflitos. Incontestavelmente, essa fartura tão desejada depois de anos de abdicação, atualmente, é a responsável pela grande quantidade de alimentos jogados fora. Logo, mostra-se necessária promoção de um consumo mais consciente.
Enfim, com essas discussões, percebe-se a importância do tema. Dessa maneira, o Ministério da Educação, órgão responsável pelas escolas, deve promover ações que informem sobre as consequências do disperdício. Tais projetos devem promovidos em forma de cartilhas e aulas para alunos e comunidade próxima. Assim, teremos um Brasil mais consciente e com um aproveitamento melhor dos alimentos produzidos nas nossas terras.