ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Thomas Malthus, economista britânico, apontava em uma de suas teorias que a produção de alimentos aumentaria em progressão aritmética, enquanto a população em progressão geométrica, gerando um déficit alimentício mundial. Hoje, entretanto, é observável que a falta de alimento em diversas partes do país não é trazida pela produção deficiente, mas sim pela má distribuição, além da falta de incentivos públicos na tentativa de minimizar desperdícios no transporte e logística dos alimentos, que acabam resultando em maior uso e, consequentemente, maior degradação ambiental. Sendo assim, fica claro que as raízes do desperdício de alimentos no Brasil devem ser analizadas, como também seu impacto.
Em primeiro lugar, é relevante destacar a ineficiência do Estado em distribuir capital de forma homogenea pelo país. Sob essa óptica, seja pela dificuldade em administrar recursos em um território de dimensões continentais, seja pela falta de interesse dos órgãos públicos em promover o desenvolvimento de medidas que coibam o desperdício de alimentos, tal problemática perdura na sociedade. De acordo com a associação Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), mais de 30% da produção mundial de alimentos é desperdiçada a cada ano, evidenciando taxas alarmantes. Logo, cabe à esfera estatal regular de forma correta os capitais, além de desenvolver ferramentas que auxiliem no processo de redução do desperdício.
Ademais, vale ressaltar que a perda de alimentos faz com que se necessite de uma produção maior, que muitas vezes também acaba causando maior desgaste da natureza. Por conseguinte, o filme americano “Wall-e”, aborda tal premissa por meio da representação da humanidade em decadência, que após anos de utilização irresponsável da natureza, assim como no desperdício, vê a necessidade de sair do planeta, haja vista que ele está inabitável. Nesse ponto de vista, a sociedade caminha para o mesmo destino, isso se nenhuma medida seja tomada nenhuma medida de repressão ao desperdício e uso exacerbado dos recursos naturais, que é um dos resultados dessa prática.
Portanto, deve-se buscar alternativas para a diminuição do desperdício. Para isso, o Governo Federal, com o Ministério da Agricultura, deve bonificar os produtores que tiverem taxas baixas de desperdício, com o intuito de motivá-los a criar práticas de cultivo mais proveitosas e que atinjam menos o meio ambiente, ao destinar verbas por meio da inclusão do projeto nas Diretrizes Orçamentárias. Logo, após a tomada dessas ações, o caminho da sociedade desviará da inabitação do planeta, e a natureza será melhor utilizada e respeitada.