ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 20/09/2021
Com o advento da Segunda Revolução Industrial, a produção foi intensificada ao máximo e, consoante à isso, começou-se a produzir em grandes quantidades. Dessarte, a população alienou-se à uma mentalidade consumista, que é fruto desse fato histórico. Da mesam forma, o desperdício de alimentos, no Brasil, é consequência direta tanto dessa mentalidade originária na Segunda Revolução Industrial quanto o desconhecimento dos malefícios de tais práticas. Assim, faz-se necessária a discussão desses aspectos, visando compreender essa problemática que aflige a sociedade contemporânea.
Nessa conjuntura, é fulcral pontuar a consequência do pensamento consumista que, enraizado no pensamento brasileiro, é um entrave para a resolução dessa mazela. Sob essa ótica, é notório que, como as pessoas consomem mais, também desperdiçam mais, pois tornam-se exigentes em seu consumo. Nesse viés, pode-se analisar o pensamento da filósofa Simone de Beauvoir. Para ela, mais escandalosa que a existência de uma problemática é o fato de a sociedade se habituar a ela. Traçando um paralelo com a questão do desperdício de alimentos, no Brasil, pode-se inferir que, para resolver essa mentalidade errônea, que tornou-se comum, é necessário educar o pensamento da população.
Ademais, é imperativo ressaltar que é evidente a necessidade de conhecer os malefícios da cultura consumista e adquirir hábitos sustentáveis. Nesse cenário, pode-se alcançar esse ideal desenvolvendo uma prática de sustentabilidade desde os primeiros meses de vida, pois, segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação é a única forma de fazer a sociedade progredir. Além disso, é imprescindível que o Estado atue na fiscalização dos alimentos, no trajeto que realizam até os meios de distribuição, por exemplo, já que, de acordo com os dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), 40 mil toneladas, por dia, são desperdiçadas no país.
Portanto, é mister que o Ministério Público, cujo dever, segundo o artigo 127 da “Constituição Cidadã”, é garantir a ordem jurídica e a defesa dos direitos sociais e individuais indisponíveis, cobre do Estado ações concretas, a fim de que o desperdício de alimentos, no Brasil, diminua. Para isso, deve se aliar as instituições de ensino, criando, por meio de verbas governamentais, palestras sobre o pensamento sustentável e os malefícios do pensamento consumista, acessíveis tanto intelectualmente quanto financeiramente, com profissionais capacitados e com vasta experiência sobre o assunto. Outrossim, cabe aos pais e responsáveis orientarem os filhos desde a mais tenra idade, para que exterminem a cultura do consumo do pensamento brasileiro. Com essas medidas, objetiva-se liquidar, efetivamente, a pior consequência da Segunda Revolução Industrial.