ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/05/2022

Em um dos episódios do anime “Demon Slayer”, o personagem Tanjiro compra uma tigela de udon com inhame, no qual ele joga no chão e a desperdiça totalmente, depois que é interrompido por um cheiro misterioso e familiar perto do local onde comia. Apesar de ser retratada num desenho japonês, essa situação pode ser vista na realidade quando muitas pessoas jogam fora alimentos de boa qualidade ou sobras de comida que poderiam ser reutilizadas, por exemplo. Nesse aspecto, o desperdício desses mantimentos está ligado a falta de planejamento das refeições e a falta de conhecimento sobre como podem ser reaproveitados.

Em primeiro lugar, de acordo com a ONU, o Brasil desperdiça cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos e que 60% dessa quantia vem do consumo de famílias. Nesse sentido, as pessoas preferem consumir de maneira exagerada ou errada as refeições sem se preocupar com a quantidade de comida que é jogada fora. É muito comum, por exemplo, depois do almoço ou da janta, jogar restos que sobram do prato no lixo ou comer uma fruta e jogar a casca fora. Além disso, outro fato relevante é que os alimentos também são desperdiçados durante a colheita e o transporte até os mercados, não só nas refeições familiares.

Em segundo lugar, conforme o Ministério da Saúde, consumir integralmente um determinado alimento representa o aproveitamento dele como um todo, sem desprezar nada. No entanto, a maioria das pessoas preferem não comer as cascas de frutas ou de verduras, já que não conhecem os benefícios que isso pode gerar tanto para o corpo quanto para o ambiente. Assim, sobras de comidas que poderiam ser usadas em outras receitas ou até para produzir adubo por exemplo, são totalmente jogadas no lixo.

Portanto, o desperdício de alimentos está associado a um consumo exagerado sem planejamento e falta de conhecimento. Com isso, é necessário que o Governo crie medidas de conscientização alimentar sobre essa situação, como verificação de validade dos produtos e conservação de sobras, por meio de anúncios e vídeos na mídia social, a fim de diminuir a fome e a falta de preocupação sobre esse assunto.