ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 09/05/2022
O Brasil é considerado o quarto país mais desigual do mundo, no qual os mais ricos ganham quase 43% da renda nacional e possuem 58,2% da fortuna, segundo dados da BBC. Com a alta inflação, consequentemente, ocorre um aumento nos alimentos, o que dificulta a compra de comida por parte daqueles de baixa renda. A má distribuição de renda, a falta de empregos e o desperdício de alimentos são os grandes causadores deste problema.
O Brasil é um país desigual devido a sua história, como uma colônia de exploração, em que o poder se concentrava nas mãos dos grandes latifundiários, e hoje o poder se concentra nas mãos dos grandes empresários. Os maiores sofredores dessa desigualdade são as pessoas de baixa renda que lutam para não passarem necessidades, como a falta de alimento. Segundo uma pesquisa da CNN, cerca de 116 milhões de brasileiros passam por uma insegurança alimentar e ao menos 19 milhões estão em situação de fome. Em um país com 212,6 milhões de pessoas, menos da metade não passa por nenhuma insegurança, o que seria um valor muito baixo, quando a alimentação seria um bem necessário para a sobrevivência.
O desperdício seria, também, um grande causador de fome, uma vez que a comida poderia ser dada àqueles que não a possuem. Em 2019, cerca de 17% de todo alimento disponível aos consumidores foi para o lixo, segundo um relatório da PNUMA. Essa comida, se fosse distribuída antes de seu vencimento, poderia diminuir a quantidade de pessoas em situação de fome e aumentar a sustentabilidade no país. Desta forma, poderia ser uma das alternativas para diminuir a fome e o desperdício no Brasil.
Portanto, a falta de percepção daqueles que desperdiçam comida e a falta de relações públicas para combater a fome e suas causas, são um grande problema a ser resolvido. Por meio de campanhas contra o desperdício, mais distribuição de cestas básicas e palestras de conscientização nas escolas, o Governo Federal poderia, assim, diminuir a taxa de pessoas que vivem sem algo tão básico para a sobrevivência.