ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 10/05/2022
No filme da Netflix, “O Poço” conta a história de um lugar dividido em compartimentos, onde os indivíduos ficam alojados, em que a comida está em uma plataforma e passa por todos os andares. Logicamente, as pessoas que estão mais acima se alimentam melhor do que as debaixo. Assim temos uma reflexão no filme, sobre o desperdício de comida, que se fosse consumida de maneira consciente, muitos seres não passariam fome. Como no Brasil em que o desperdício de alimentos é de grande número.
De acordo com a ONU, o Brasil desperdiça por ano cerca de 27 toneladas de alimentos, sendo 60% jogado fora por famílias. A maioria das famílias brasileiras de classe alta e média está acostumada com a fartura alimentar e também com a compra exagerada de comida. A “cultura da fartura” impulsiona mais o desperdício de alimentos, por conta destas pessoas, optarem sempre pela comida fresca, feita no dia, não tendo o reaproveitamento das sobras fazendo com que vá diretamente para o lixo. Muitas delas não tem consciência do desperdício do alimento, em consequência de ser parte da cultura brasileira a abundância de alimentos.
Além disso, de acordo com o IBGE quase metade dos desperdícios, tem como origem o transporte e o manuseio de alimentos, assim, aumentando o valor da comida ocasionando mais fome a pessoas de baixa renda. O problema não é a escassez de alimentos, e sim, a alta dos preços. Os agricultores e as indústrias devem ter maior atenção em relação ao desperdício, para não ser necessário aumentar os preços e deixando grande parte da população sem fome.
Portanto, tem como função primordial a sociedade, os agricultores e o Estado se conscientizarem de que o desperdício de alimentos é um problema sério. A sociedade pode contribuir evitando o desperdício: planejando a compra, utilizando sobras, e calculando as porções de comida. Os agricultores devem reduzir os gastos de água e fertilizantes que aumentam o preço dos produtos. E por último, o Estado pode colaborar com campanhas, para ter um alcance maior para a população se conscientizar.