ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 09/05/2022
No Brasil produz-se muito alimento, o que ainda não supera a abundância do desperdício desde a colheita, armazenamento, transporte e por fim consumo. Segundo dados de 2014 do Ministério da Saúde 52,5% da população brasileira consome mais do que precisa. Com isso 1,7 % da população brasileira vive uma situação de insegurança alimentar, sendo obrigadas a procurarem meios de se alimentar, agindo instintivamente como “bichos” em busca de alimento.
Como exemplo da situação vivenciada pela fome,principalmente em centros urbanos, onde pessoas reviram sacos de lixo em busca de alimento, como retrata os trechos do poema de Manuel Bandeira “O Bicho”, “Catando comida entre os detritos”, “Não examinava nem cheirava”,“Engolia com voracidade”,“O bicho não era um cão”,“O bicho, meu Deus, era um homem”. Retratando que humanos se transformam em bichos, liberando seus instintos de sobrevivência para alimentar sua fome.
Ademais, 10% da colheita é perdida, por motivos de aparência ou qualidade, assim como 50% no transporte, 30% nas centrais de abastecimento e por fim 10% em supermercados e consumidores finais. Anualmente essa perda deixa diariamente 19 milhões de pessoas sem alimento. Também são desperdiçadas 40 mil toneladas de alimentos por dia no Brasil segundo pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Em suma, com tanta perda em território nacional devem existir medidas e programas de reutilização e reeducação alimentar, por meio do governo e ONGS com projetos que visam o bem-estar da população. Dentre essas medidas e projetos há o ensino da reutilização de alimentos com aparência ruim, o ensino da importância de se compram de produtores rurais locais, de modo a se evitar a perda no transporte. Na reeducação alimentar há a importância de ensinar as pessoas a valorização de comprar e consumir só o necessário, evitando assim a obsedidade e doenças de saúde. Resultando também em uma boa distribuição alimentar, assim evita-se que pessoas procurem alimentos em lixo, já que 52,2% das pessoas consomem em excesso.