ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/05/2022

Alimentação irregular

Desde o início do século XX, o Brasil destaca-se em meio à esfera econômica global sobretudo por possuir um polo agroindustrial estrondoso e infindável, que atraiu inúmeros imigrantes para explorar o potêncial deste setor e substituir a mão de obra servil, abolida pouco antes do primórdio dos fluxos migratórios. Entretanto, apesar de lucrativo e crucial para o desenvolvimento da nação, os produtos avaliados com uma menor qualidade, também ouriundos dessa mesma atividade econômica, muitas vezes são desprezados ou inutilizados, assim, acarretando no desperdício banal de alimentos, que possivelmente poderiam ser reutilizados.

Com o país figurando novamente no Mapa da Fome a partir de 2018, e em 2020 apresentando indicativos alarmantes sobre a insegurança alimentar, onde 55,2% da população convivia com tal situação vulnerável, segundo pesquisas da Rede Penssan, é explícito que o desgaste causado pelas diversas anomalias e agitações socioeconômicas não só evidenciou a questão da má distribuição alimentar, bem como apontou outros problemas, dentre eles, a segregação na busca desesperada por vegetais em ambientes mais baratos, que diversas vezes acabava por encerrar-se nas áreas de descarte, de modo a causar grandes filas para recebimento destas mercadorias, como apresentado via reportagem no portal UOL em 2021.

Dessa forma, além da recusa do item final, com o desaproveitamento dos recursos envolvidos no processo, ocorre um grande impasse sobre qual seria a melhor forma de reaproveitar ao menos parte do gasto consolidado na produção, havendo empresas dedicadas à venda itens menosprezados pelo público geral por um preço abaixo do praticado em supermercados, como a Fruta Imperfeita, startup participante de uma breve exposição no programa Shark Tank Brasil.

Portanto, para evitar o desperdício e mau uso de alimentos, o governo federal, em parceria com a iniciativa privada, deve elaborar programas para recolhimento de materias rejeitadas e posterior repasse a nível comunitário com doações ou notável liquidação nos preços, eliminando gradualmente o número de pessoas em estado alimentar calamitoso e gerando renda para o Estado brasileiro, assim, melhorando as condições sociais e extinguindo o desperdício massivo.