ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/08/2022

Durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), houve uma redução de mais de 50% no número de pessoas em situação de fome no país, tornando-se uma referência mundial no âmbito. Hodiernamente, no cenário brasileiro, sendo um dos principais produtores de alimento do mundo, enfrentam-se problemas: em paralelo com a fome, que voltou a crescer, agrava-se desperdício alimentar.

Mormente, deve se destacar que vive-se hoje o que alguns cientistas denominam “Antropoceno”, uma nova éoca, caracterizada pelo impacto e domínio do ser humano na Terra. Nesse viés, como resultado dessa nova época, obtém-se a utilização de uma gama de agrotóxicos para mehorar a produtividade e aparência, além de afastar as chamadas “pragas”. Consequentemente, com a produção de frutas e vegetais de cores intensas e aspecto ideal, eleva-se o padrão de compra da população, elevando também a quantidade de alimentos descartados com base na aparência. Alimentos estes que seriam queridos pela população com fome.

Outrossim, vale ressaltar que a forma de cutivo mais utilizada no mundo atualmente é a agricultura intensiva, ou seja, que objetiva o aumento da produtividade e a redução de tempo de produção, contando com alta tecnologia para isso. Dessa forma, a produção em larga escala gera maior desperdício até mesmo na seleção dos produtos, uma das fases mais primárias do cultivo. Além disso, também torna os produtos de cultivo extensivo, ou seja, de áreas de terra menores e menos aditivos químicos, ainda mais inacessíveis por serem de produções menores e mais lentas, agravando a fome e o desperdício.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigar o impasse. Logo, cabe o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assegurar que mercados e feiras locais tenham seus alimentos excedentes doados para instituições de ensino, reabilitação, acolhimento e até mesmo hospitais, o que poderá ser feito através de um projeto social de arrecadação de alimentos remanescentes que conte com a integração entre os governos municipais, estaduais e federal. Desta maneira espera-se que o desperdício seja, ao menos, reduzido, bem como a fome.