ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 23/08/2022
O disperdício de alimento no Brasil é uma das realidades que precisam de ações conjuntas para promover a mudança. Além disso, o Estado não dá a devida atenção a isso, uma vez que não tem projetos ou ações federais vigentes para solu- cionar o problema. Então, cabe as escolas introduzirem a reflexão acerca do disperdício de alimentos, para prevení-lo, e às comunidades ações de remediação.
Primeiramente, a escola, como instituição influenciadora e formadora de opinião e senso comunitário, tem um papel fundamental para a formação de indivíduos consciêntes segundo o Filósofo E. Kant, que alega que a educação faz do homem o que ele é. Logo, se os alunos forem introduzidos à produção, industrialização, comercialização e preparo dos alimentos serão capazes de atribuir o devido valor a ele. Dessa forma, evitarão desvalorizá-lo mediante o disperdício. Entretanto, no currículo escolar não há disciplina que englobe a apresentação dos alunos ao processo, origem e importância alimentícia na vida dos brasileiros.
Ademais, a sociedade brasileira não considera o descarte de comida como um problema a ser solucionado dentro de casa, já que as ações sociais comunitárias- como a geladeira solidária no bairro Bom Fim de Porto Alegre, em que todas as pessoas poderiam contribuir ou se beneficiar com as comidas de dentro dela- são raras no país. Contudo, o direito à alimentação previsto pelo Art. 6º da Constituição Federal é também um dever de todos os cidadãos, não apenas dos seus represen-tantes políticos. Então, quando a realidade for o cumprimento social de todos os deveres, tanto por parte da população quanto por seus representantes democráticos, haverá mais indivíduos com seus direitos garantidos e menos comida fora.
Portanto, o Ministério da Educação deve promover o ajuste do currículo escolar mediante a profissionalização do corpo docente e adição de disciplinas que contemplem o ciclo de vida dos alimentos, a fim dos cidadãos compreenderem a importância da comida desde cedo para previnir o disperdício. Imprescíndivel, também, o papel da sociedade e comunidade, que devem promover ações solidárias por meio do reaproveitamento e remanejamento de alimentos caseiros, com a finalidade de destiná-lo adequadamente para quem não o tem. Dessa forma, será possível atenuar o problema e o encaminhar para inexistência futura.