ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 05/09/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o desperdício de alimentos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da cultura de não reaproveitamento de suprimentos, quanto das mudanças climáticas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Vale analisar, como fator primordial, que o não reaproveitamento de alimentos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Supermercados, restaurantes e domicílios jogam fora, todos os dias, vários alimentos que foram comprados em excesso ou não foram consumidos dentro do prazo de validade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar as mudanças climáticas como promotor do problema. De acordo com a ONU, o número de pessoas passando fome no planeta aumentou 38 milhões nos últimos dois anos, crescente que foi, em partes motivado por mudanças climáticas. Partindo desse pressuposto, essas alterações no clima interferem na produção de alimentos e faz com que eles fiquem consideravelmente mais caros. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em apoiar ONGS que propõe o reaproveitamento de alimentos, através da disponibilização de subsídios para a manutenção desses projetos, como a construção de cozinhas e de restaurantes comunitários, para que se evite desperdícios de alimentos e se ofereça comida àqueles que estão em condição vulnerável. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.