ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 06/10/2022

Em 1940 Thomas Malthus, economista britânico, afirmou que a população crescia em progressão geométrica, enquanto os alimentos em produção aritmétrica. Nesse viés, a situação só se estabilizou com a contribuição de Norman Borlang na Revolução verde em 1960. Nela, o ciêntista promoveu mudanças no trigo, aumentando a longevidade à doenças nas plantações. Contudo, saindo do passado, percebe-se uma dicotomia na sociedade, visto que o número de desperdício de alimentos cresce indubitavelmente. Assim, torna-se cristalina a necessidade de uma discussão, dando ênfase na negligência estatal e na desinformação social.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a Revolução verde criou uma íntima relação com a abundância, ou seja, um dogma frasal: ‘‘é melhor sobrar do que faltar’’. Sob essa óptica, é fundamental mencionar a obra de Guy Debord: ‘‘Sociedade do consumo’’. Nela, ele explica que as projeções consumistas são, no contexto atual, marcadas pelas propagandas e logotipos exagerados. Dessa maneira, o Brasil é grifado no mundo como um principal produtor e exportador de commodities - mercadorias de origem primária oriundas das plantações -, atribuindo, assim, o detentor da maior parte de alimentos desperdiçados. Dessarte, é indiscutível que uma mudança na esfera produtiva brasileira poderá solucionar a situação.

Além disso, o silenciamento da temática na conjuntura social provoca uma postura apática na população. Nesse contexto, a antropóloga Lilia Schwarcz explica há a prática do eufemismo no Brasil, isto é, determinados problemas tendem a ser suavizados se não recebem a visibilidade necessária. Portanto, o fato da não problematização, no que cerne ao desperdicío alimentício, propõe uma sistemática não conclusiva para a situação.

Em suma, a triste situação merece uma conduta alternativa das já aplicadas atualmente no Brasil. Para tal, é fulcral que o Ministério da Comunicação, por intermédio das populosas mídias, como o Facebook, Instagram e Youtube, promovam propagandas com o mesmo gancho analítico dos alimentos com maior índice de mal aproveitamento, a fim de diminuir o silenciamento da temática. Ademais, vale ressalvar que o Brasil é o maior exportador de commodities e líder nos níveis produtivos e, assim, é imprescindível uma abordagem mais complexa. Com isso, torna-se imprescindível que o parlamento e senado - a quem cabe a função projetar e aprovar leis - criem novas estratégias, adjuntamente do Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de melhorar os sistemas de aproveitamento de alimentos tópicamente menos aproveitados, dado de exemplo, os alimentos vencidos nos supermercados. Assim,