ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 18/10/2022

O Organização das Nações Unidas recentemente afirmou que a saúde humana vai além da ausência de doenças, englobando também acesso amplo à alimenta-ção, lazer e muitos outros, convergindo, em partes, com o artigo sexto da Constitu-ição Brasileira. No entanto, atualmente, mais de 19 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas com a comida despediçada diariamente no Brasil. Logo, faz-se mister um debate acerca dos catalisadores dessa problemática, como a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.

Em primeiro lugar, a inércia pública surge como grande revés desse contratem-po. Segundo o político americano Abraham Lincoln, a política deve servir o povo, e não o contrário. Porém, no momento corrente, os grandes líderes regionais - aque-les que deveriam cumprir as palavras de Lincoln - não mostram planos, metas e investimentos para diminuir o desperdício de comida no Brasil. Então, a população mais carente é a que sofre, pois mesmo havendo comida para todo cidadão, esses mesmos não tem acesso pela escassez gerada, que vem acompanhada de uma alta no preço geral das comidas pela lei de oferta e demanda.

Além disso, outro grande protagonista dessa adversidade é a ineficiência legisla-tiva. De acordo com o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel” existem direitos na Carta Magna que ficam apenas no campo das ideias, como a saúde - que pela ONU, envolve a alimentação -, desperdício de alimentos acarreta em perda da qualidade de vida de toda nação. Isso se deve pela falta de clareza do artigo sexto, que não coloca em sua meta de saúde as comidas perdidas em processo produtivo, deixando em evidência que necessita de um plano para combatê-lo

Portanto, medidas tornam-se necessárias para frear esse problema. O Congres-so Nacional, órgão do Poder Legislativo, deve, através de emendas e reformas, mu-dar a Constituição. Tal alteração deve ampliar as referências em saúde e alinhar com as da ONU. Também deve haver um grande plano nacional em prol de melho-rar, desde o campo até o mercado, a eficácia da porcentagem de produtos intactos. Espera-se, dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.