ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 26/10/2023
A Constituição de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primeira vez que o país teve uma constituição que tem como uma de suas bases o direito a alimentação. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiente, visto que uma grande parcela da população brasileira sofre com a fome diariamente, e o desperdício de alimentos segue o mesmo. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos direitos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.
Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante com o desperdício de alimentos no Brasil. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge á plenitude de sua aficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a populaçao negligenciada dos direitos constitucionalmentes garantidos, à media que, o direito é lei e se tornou um instrumento importante, impondo responsabilidades ao Estado para a efetivação da alimentação adequada de todos os cidadãos. Dessa dorma, enquanto a máquina pública negligênciar suas responsabilidades, o problema perdurará e o desperdício continuará a ser mutilada de forma sistemática.
Além disso, é notório como no Brasil houve uma secundarização histórica dos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento do Brsil foi guiado por uma elite inetressada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram à mercê e, como consequência o alto desperdicio alimentar, desde a coleta até o comsumo, assim aumentando a fome no Brasil.
Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portando, a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, deve criar um plano de apoio, como palestras e campanhas, com fundo próprio, mostando meios de acabar com o desperdício alimentar no país. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim, garantindo os direitos dos constituintes de 1988.