ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 14/04/2024
No livro “Vidas Secas”, é contada a história de Fabiano, Vitória e seus filhos, uma família pobre do nordeste que está atravessando o árido território nordestino em busca de condições melhores. Durante a travessia, eles enfrentam vários problemas, porém a fome se destaca. Infelizmente, fora da ficção, a fome também é um grande problema, não só no Brasil. Segundo a ONU, 43,2 milhões de pessoas sofrem de fome na América Latina, algo que não deveria ocorrer, pois a produção de alimentos já é suficiente para alimentar o mundo inteiro. Um dos principais fatores que causam isso é o desperdício de alimentos.
O transporte é um dos pontos de maior desperdício no Brasil. Hoje em dia, a taxa de perda é de cerca de 12%, segundo o jornal Globo, um número assustador, pois 5,2 milhões de pessoas passam fome no Brasil, segundo o IBGE (2018). A taxa de perda é alta devido a fatores como a baixa qualidade das estradas. Apesar dos altos impostos e pedágios caríssimos, as estradas continuam em situações precárias.
Além disso, infelizmente, o Estado se mostra omisso ao desperdício. A esse respeito, segundo a Constituição brasileira, no artigo 6º, os cidadãos brasileiros têm como direito a alimentação, ou seja, o Estado deve – ou deveria – garantir este direito. Todavia, o governo brasileiro, que poderia reaproveitar a comida desperdiçada de restaurantes para redirecionar para pessoas que não têm acesso a ela, permanece inerte em cumprir com sua própria Constituição, que garante o mínimo para indivíduos marginalizados ou em situação de rua.
Portanto, é possível notar que a perda de alimentos não só atrapalha o combate à fome no Brasil, mas também agrava o problema. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Transporte, órgão responsável pelos meios de transporte e rodovias no Brasil, em conjunto com as concessionárias responsáveis, lançar projetos que visem o melhoramento das estradas e rodovias por meio de vistorias feitas por carros ou drones e reparos nas estradas com o objetivo de evitar o desperdício de alimentos. Além disso, também cabe ao governo federal criar projetos e iniciativas para redirecionar o que seria desperdiçado para a população marginalizada. Com isso o Brasil irá evitar novos Fabianos.