ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 16/04/2024
Uma das necessidades fundamentais humanas é a de comer, que, infelizmente, segundo o relatório da FAO realizado em 2013, uma em cada nove pessoas no mundo são impossibilitadas de suprir. No Brasil, cerca de 3,4 milhões sofrem de insegurança alimentar; enquanto isso, de acordo com a EmbraPa, 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente. Os alarmantes dados mostram a necessidade de alternativas para a redução de desperdício de alimentos, gerado principalmente durante o transporte destes, e pelos costumes de varejistas e consumidores.
Segundo análise da ONG Banco de Alimentos, 50% do desperdício ocorre no manuseio e transporte. Isso ocorre devido ao manuseio inadequado, a falta de cuidado ao carregar e descarregar os alimentos, o uso de equipamentos inadequados e a falta de treinamento dos funcionários envolvidos no transporte, a armazenagem ineficiente e inadequada, falta de agilidade na distribuição, variação da temperatura das cargas e acidentes nas rotas.
Além disso, o comportamento varejista e doméstico também impacta nos dados. Um estudo realizado pelo Centro de Artes, Ciências e Humanidades da USP constatou que cerca de 33 mil toneladas de alimentos são jogados fora nas feiras livres de São Paulo anualmente, resultando em desperdício de recursos e nutrientes. Dentre os fatores que levam a esse desperdício, estão a crença errônea de que a estética dos alimentos impacta em sua nutrição e a falta de planejamento de compras, levando o consumidor a comprar exacerbadamente e acabar não consumindo o alimento no prazo.
Portanto, para a redução do desperdício no Brasil, é preciso que empresas de transporte sigam algumas práticas, como a escolha do veículo adequado, cuidado com a documentação da carga, o cumprimento das recomendações sanitárias e cuidado com o empilhamento e temperatura dos produtos para redução de perdas, bem como cabe ao Ministério da Saúde a criação de campanhas de conscientização à respeito dos “alimentos imperfeitos” e organização de programas como o Alimente-se Bem, com conteúdos informativos e sugestões de receitas a partir do aproveitamento de alimentos, para assim, reduzir os alarmantes índices.