ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 15/04/2024

O Brasil é um dos dez países que mais desperdiçam comida em todo mundo, o que contradiz a Assembleia Constituinte de 1988, que estabelecia a alimentação como um fundamento básico e indispensável à dignidade humana. Contudo, a crescente da fome no país – motivada pelo desperdício de comida – evidência que a sociedade torna o direito constitucional em uma utopia. No seguimento, há de se combater a cultura imprópria do desperdício, bem como a omissão do Estado.

A ocorrência da cultura imprópria do desperdício no país, veem desde a sua formação colonial exploratória e desigual que trouxe a ideia de que o excesso de alimento à mesa está ligado ao sucesso, motivando os brasileiros a produzir mais comida do que é capaz de consumir. Representando grave mazelas construída desde o século XVI, que poderia ser revertida em alimentação para milhões de indivíduos que passam fome, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nesse sentido, é incoerente que o descarte de comida seja a regra em uma nação majoritariamente pobre.

Além disso, o Estado se mostra omisso ao desperdício. A propósito, segundo o filósofo John Locke, os indivíduos confiam suas necessidades no Poder Público, que, em contrapartida, deve, ou pelo menos deveria, garantir direitos básicos à população, como a alimentação. Entretanto, as autoridades brasileiras, que poderia reaproveitar comida desperdiçada por bares, restaurantes e escola públicas, permanece incapaz de cumprir a ideologia de Locke e oferecer o mínimo aos brasileiros marginalizados, indispensáveis para a subsistência digna.

Desse modo para que o desperdício de comida deixe de ser realidade, os brasileiros, em função de seu senso crítico, devem evitar o desperdício, por meio da cocção planejada de seus próprios alimentos, com intuito de desestimular a cultura de fartura e o descarte de comida. O Poder Executivo – que detém a função de executar políticas públicas- precisa garantir as refeições básicas daqueles que passam fome, regulamentando a distribuição das comidas que sobram de bares, restaurantes e escolas públicas, o que é atualmente proibido. Essa atitude desconstruiria a omissão do Estado e contribuiria para que o direito à alimentação deixasse de ser, no Brasil, um privilégio.