ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 23/05/2024

“O Brasil é um dos países que mais produz alimentos no mundo, mas também é um dos que mais desperdiça”. A frase está em um estudo feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa classifica o Brasil como o 10º país que mais disperdiça alimentos. Infelizmente, a sociedade ainda joga comida no lixo por desconhecer como aproveitar totalmente os alimentos, como as cascas e as sementes, ou por considerá-los “feios”, por estarem fora do padrão comercial.

Primeiramente, o Brasil é um dos principais países que faz descarte indevido dos alimentos, desde o campo até chegar à mesa dos consumidores, que realizam compras excessivas, não fazem o planejamento de refeições e descuidam com a conservação deles. A prova disso é um levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que revela que o desperdício de alimentos no país chega a 40 mil toneladas por dia. A quantidade acumulada durante um ano é o suficiente para alimentar cerca de 19 milhões de pessoas diariamente.

Outra consequência desse ato é a geração de 8% a 10% das emissões globais de efeito estufa, de acordo com a Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Além de deixar milhares de famílias famintas, esse desperdício também causa efeitos graves no planeta Terra e a todos os humanos. Também há o descarte indevido de alimentos considerados fora do padrão, como frutas e legumes amassados, e de cascas e talos por falta de conhecimento nutricional.

Portanto, é preciso que o Estado crie uma política pública nacional para destinar alimentos in natura descartados por estarem fora do padrão comercial para instituições que atendem pessoas em situação de alta vulnerabilidade. Essa ação envolveria o Governo Federal, as prefeituras, os grandes produtores rurais e as centrais de abastecimento (Ceasas). Também deve ser feita uma parceria entre os ministérios da Agricultura e da Educação para a promoção nas escolas públicas de palestras e cursos para toda a comunidade escolar sobre a importância do consumo integral dos alimentos, incluindo cascas, sementes e talos dos vegetais, bem como a implantação de hortas comunitárias.