ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 06/04/2025

No cenário brasileiro contemporâneo, um dado preocupante revelou a realidade alarmante do desperdício de alimentos no país: conforme a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Brasil desperdiça entre 25% a 30% da sua produção de alimentos, totalizando cerca de 41 milhões de toneladas de alimentos por ano. Esse dado evidencia que o desperdício alimentício é um problema a ser superado no Brasil. Dessa maneira, é notório que esse cenário é fruto tanto da ineficiência da rede de distribuição, quanto da desigualdade social.

Primeiramente, a rede rodoviária faz-se ineficiente, uma vez que a falta de infraestrutura adequada e o transporte precário dificultam o escoamento rápido dos alimentos, garantindo que muitos produtos perecíveis fiquem no meio do caminho, gerando grandes perdas. Segundo pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Brasil perde cerca de 10 milhões de toneladas de alimentos por ano, especialmente nas fases de pós-colheita, transporte e armazenamento. Com isso, é evidente que falhas na cadeia de abastecimento dos alimentos são um fator significativo para a perda desses produtos.

Ademais, a riqueza em poucas mãos impede que muitas pessoas tenham acesso aos alimentos que precisam, já que a camada economicamente favorecida tem acesso a alimentos em excesso, muitas vezes desperdiçando-os ou fazendo um uso inadequado desses produtos, enquanto 8,7 milhões de brasileiros, de acordo com o IBGE, enfrentam insegurança alimentar grave. Assim, observa-se que a desigualdade social, ao concentrar recursos em uns e privar outros, não só contribui para o desperdício de comida, mas também compromete o cumprimento de um direito básico, que é a segurança alimentar.

Dado o exposto, é nítida a existência de desafios para combater o gasto de comidas. Portanto, cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária, órgão responsável pelo estimulo à agropecuária e regulamentação do setor, promover uma logística eficiente, por meio da criação de tecnologias de transporte e armazenamento adequados, a fim de garantir as condições ideais de conservação dos alimentos. Além disso, é essencial assegurar a distribuição equitativa dos alimentos para todos os cidadãos, de modo que ninguém seja privado do acesso à alimentação.