ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 07/12/2020

Idealizar, segundo o dicionário, se caracteriza pelo ato de almejar algo a perfeição. Analógico a isso, pode-se perceber, diariamente, o aumento da busca pelo padrão de beleza vendido pelos meios midiáticos. Por causa dessa exaltação constante de corpos perfeitos, cresce o número de pessoas insatisfeitas com seu próprio reflexo, o que é um potencial para desencadear uma série de doenças ligadas a autoestima, como anorexia e bulimia nervosas.

Segundo o filósofo Durkeim, o homem é fruto de suas experiências desde a infância. De conformidade com isso, vale destacar que pessoas são expostas ao padrão de beleza imposto pela mídia desde muito jovens -em bonecas Barbies, sempre loiras, magras e de olhos claros, por exemplo- até a fase adulta, por meio de atrizes, modelos ou influentes digitais. Ultimamente, a internet tem cumprido papel essencial nessa imposição de padrões, como foi o caso da blogueira Gabriela Pugliese, que postou um vídeo indicando suas seguidoras que imaginassem um hambúrger na hora de comer comidas saldáveis, esse conselho, além de não ter base científica, foi um gatilho emocional para pessoas que lutam contra transtornos alimentares em busca da magreza.

Em segundo plano, vale analisar as consequências para sociedade dessa idealização de padrões, afinal, segundo o filósofo Platão, mais importante que a existência é a qualidade dela. Bulimia e anorexia nervosas são exemplos de doenças desenvolvidas a partir da baixa autoestima e busca por uma mudança corporal radical, o que resulta nesses transtornos alimentares que podem trazer o óbito. Dessa forma, as inseguranças do indivíduo com o próprio corpo podem levá-lo à doenças psicológicas graves e silenciosas, ou seja, muitas vezes sem a percepção de que está doente, como é o caso do transtorno de disformia corporal, que a pessoa se enxerga no espelho de uma forma totalmente diferente do que realmente é.

Logo, diante dos argumentos apresentados, medidas exequíveis precisam ser tomadas para mudança desse cenário. De início, grandes veículos midiáticos podem fazer comerciais com psicólogos e médicos, durante o horário nobre, para tratar da questão da autoestima e doenças relacionadas à imagem, com dados estatísticos para garantir o convencimento. Ademais, escolas precisam fazer debates semanais sobre o assunto, com professores e pedagogos, com a finalidade de fazer as crianças e adolescentes entenderem o poder da auto aceitação. Só assim, a sociedade brasileira caminhará rumo ao progresso.